Moto G3 x Redmi 2 x Zenfone 2: qual é a melhor opção?
Nunca a disputa no mercado de smartphones intermediários foi tão intensa. De um lado, temos a Motorola e seu Moto G, que desde a primeira versão foi sucesso absoluto de vendas, dominando o mercado. Do outro, temos novas desafiantes propondo um desafio à altura, oferecendo aparelhos mais baratos, como Xiaomi, com o Redmi 2, e Asus, com o Zenfone.
Abaixo está um comparativo de configurações, seguido de uma comparação mais firme entre três dos principais modelos que devem competir pelo seu bolso.
AVISO: o Zenfone 2 chega ao Brasil apenas em agosto, e o preço ainda não foi revelado. Vamos incluí-lo no comparativo presumindo que ele chegue ao mercado com o preço aproximado do novo Moto G.
| Redmi 2 | Zenfone 2 | Moto G 2015 | |
| Processador | Snapdragon 410, quad-core de 1,2 GHz, 64 bits | Intel Atom Z3580 ou quad-core de 2.3GHz, ou o Z3560 Quad-core de 1.8GHz | Snapdragon 410, quad-core de 1,4 GHz, 64 bits |
| Memória RAM | 1 GB | 2 GB ou 4 GB | 1 GB ou 2 GB |
| Tela | 4,7 polegadas com resolução 1280x720 |
5,5 polegadas com resolução 1920x1080
|
5 polegadas com resolução 1280x720
|
| Câmera | 8 MP traseira, 2 MP frontal | 13 MP traseira, 5 MP frontal | 13 MP traseira, 5 MP frontal |
| Conectividade | Dual-SIM 4G | Dual-SIM, com 4G em apenas um dos slots | Dual-SIM, com 4G em apenas um dos slots |
| Armazenamento | 8 GB, com slot para microSD de até 32 GB | 16/32/64 GB, com slot para microSD de até 64 GB | 8/16 GB com slot para microSD de até 32 GB |
| Bateria | 2200 mAh | 3000 mAh | 2470 mAh. |
Processador e memória
Não há comparação neste sentido entre os três: o Zenfone ganha de lavada das configurações intermediárias dos outros dois, já que apresenta desempenho e especificações similares ao de tops de linha
O Moto G, que sofria tanto com um chipset desatualizado no passado, agora se igualou ao Redmi com o Snapdragon 410 de 64 bits, mas com um clock um pouco maior, o que lhe dá uma leve dianteira.
No entanto, o novo Moto G tem a opção de 2 GB de memória RAM, enquanto o Redmi 2 fica limitado ao seu 1 GB. Isso certamente faz a diferença para o usuário, mas também pesa nos custos.
Software
O Zenfone continua sofrendo aqui. A ZenUI é problemática, confusa e infelizmente entupida de bloatware, sem os quais o aparelho poderia apresentar um desempenho muito melhor. Quem puder fazer root ou instalar uma ROM customizada para remover tudo que é desnecessário deve ter uma experiência bem melhor.
Moto G e Redmi 2 oferecem uma experiência de software bastante bastante, mas com um ponto em comum: o baixo número de apps pré-instalados e com uma vantagem da Motorola que permite a desativação de tudo que o usuário julgar inútil.
No entanto, os dois são amplamente diferentes. O Android 5.1.1 do Moto G oferece a experiência pura do sistema, o que tem seus pontos fortes, enquanto o Redmi traz a MIUI, que é altamente modificada, mas é bastante elegante e com recursos úteis.
Tela
O Zenfone é líder com folga de novo, já que é o único que traz uma resolução Full HD, preenchendo a tela de 5,5 polegadas com uma densidade de 400,53 pixels por polegada.
Os outros dois brigam com a mesma resolução, mas com uma vantagem em densidade de pixels para o Redmi, que possui uma tela menor. O celular da Xiaomi chega aos 312 pixels por polegada, enquanto o Moto G chega apenas a 294.
Design
Como sempre, esse quesito é muito subjetivo, então nos limitamos a apontar as diferenças entre os modelos:
O Zenfone 2 tem uma tela de 5,5 polegadas, mas conta com bordas bem proeminentes ao redor do display, o que aumenta o tamanho do aparelho. Na parte inferior, os círculos concêntricos que são marca registrada da Asus continuam e os botões capacitivos (que não acendem nem no escuro, um erro de design) também ajudam a aumentar o tamanho .
Enquanto isso, o Moto G, é bem menor, com sua tela de 5 polegadas cercada por poucas bordas. Ambos adotam uma traseira curvada de plástico que possibilita um encaixe mais natural à mão, mas o material texturizado na parte de trás do Moto G dá um toque bem diferente do Zenfone, que simula alumínio escovado na parte de trás.
O Redmi, no entanto, é consideravelmente diferente. Ele tem uma tela de tamanho similar à do iPhone 6, mas com bordas ligeiramente menores. O resultado é que o aparelho tem um tamanho reduzido em comparação com os concorrentes, e também é mais fino. A Xiaomi também usa um plástico na sua traseira plana.
Câmera
Moto G e Zenfone 2 se igualam quando o assunto são os megapixels: 13 MP atrás e 5 MP na frente, e ambos contam com flash com dois LEDs de diferentes tons. Nos nossos testes, elas tem desempenho bastante similar em situações normais, mas o Zenfone compensa um pouco melhor condições de luz desfavoráveis.
O Redmi, por sua vez, já ficou para trás, pelo menos nos megapixels: 8 MP atrás e 2 MP na frente. No entanto, a câmera se sai surpreendentemente bem no registro de imagens fotográficas, mesmo com a desvantagem numérica. Ele está bem próximo dos outros dois.
Conectividade
O Redmi 2 continua sendo o único a ser capaz de operar com dois chips 4G. Tanto o Zenfone como o novo Moto G até têm suporte ao 4G, mas em apenas um dos SIM cards; o outro é limitado a conectividade 2G.
Preço
A situação fica um pouco confusa, porque o Zenfone 2 ainda não tem preço no Brasil. A Asus garantiu que manterá a política de preço agressivo do Zenfone 5, mas o novo modelo é um aparelho mais premium que precisa ser vendido a um valor maior para compensar os custos. Quanto é isso? Presumimos que isso significa algo próximo dos R$ 1 mil, mas não há como ter certeza.
Com esse preço, ele certamente seria uma alternativa melhor do que o novo Moto G, que varia entre R$ 850 e R$ 1050, dependendo das opções de configurações.
O Redmi 2, no entanto, continua disputando em outra liga, com seus R$ 500 (ou R$ 550 se você quiser parcelar).
Conclusão
O novo Moto G conserta os problemas de defasagem enfrentadas pela última edição do aparelho, mas não conserta o preço. Ele pode ser melhor do que o Redmi 2, com seus 2 GB de memória RAM (dependendo da versão) e câmera melhorada, mas ele não é melhor o bastante para valer R$ 300 ou R$ 500 a mais.
Dito isso, o Zenfone 2 está em outro campeonato. A briga dele é para roubar mercados de aparelhos tops de linha, oferecendo configurações altamente atraentes por um preço de intermediário (SUPOSTAMENTE). Se a Asus conseguir acertar esse valor ideal, ela pode ter uma mina de ouro em mãos. Mas antes ela precisa se tornar uma marca mais reconhecida por pessoas comuns e não apenas geeks como nós (e isso inclui você, leitor, e nós da redação do OD).
